Como trabalhamos · Lisboa

Honorário fixo, âmbito escrito e uma pessoa cujo nome conhece

A maioria das páginas sobre «a nossa abordagem» promete algo «à medida» e fica por aí. Esta é concreta, porque o que corre mal em trabalho transfronteiriço também é concreto: uma conta que cresce depois do facto, um consultor pago discretamente pelo banco que recomendou, um processo repartido por quatro pessoas que sabem um quarto cada. Abaixo está como excluímos cada uma dessas coisas e o que esperamos de si em troca.

Honorário fixo, acordado antes Taxas públicas ao custo Ninguém nos paga além de si
Quatro compromissos
Preço antes do trabalhoPor escrito, discriminado, sem contador1
Um consultor identificadoE um substituto, na carta2
Só o cliente nos pagaSem comissões nem partilha de receita3
Dizemos «não» em voz altaInclusive quando a resposta não é Portugal4
São condições contratuais, não uma declaração de intenções. Constam do documento que assina.
O processo

Cinco fases e quem responde por cada uma

A razão mais comum para uma constituição transfronteiriça derrapar dois meses não é a complexidade. É ninguém ter escrito quem tratava dos documentos societários apostilados, e ambos os lados ficarem à espera. Esta tabela é a resposta a isso, e é a mesma que colocamos na carta de compromisso.

Fase
Da nossa responsabilidade
Da sua responsabilidade
1Análise1 dia útil
Nós
  • Lemos a estrutura e identificamos o que o caso precisa mesmo
  • Assinalamos tudo o que muda o caminho: sócios fora da UE, atividade regulada, presença fiscal noutro país
  • Produzimos o orçamento escrito: âmbito, honorário, taxas públicas, data realista
O cliente
  • Diz quem é dono do negócio e onde vivem essas pessoas
  • Descreve em linguagem simples o que o negócio vende e a quem
  • Indica para quando precisa de estar a faturar
2DocumentosNormalmente a parte lenta
Nós
  • Enviamos uma única checklist, específica para as suas jurisdições, não uma lista genérica
  • Preparamos as procurações para não ter de viajar
  • Dizemos exatamente o que precisa de apostila e o que não precisa
O cliente
  • Obtém e legaliza documentos no seu país — só o cliente o pode fazer
  • Assina as procurações perante notário local
  • Responde à checklist por inteiro, não a prestações
3Constituição1–5 dias após documentos
Nós
  • Obtemos o NIF de cada sócio não residente e assumimos a representação fiscal quando exigida
  • Reservamos a firma, redigimos o pacto social, escolhemos e fundamentamos os códigos CAE
  • Constituímos, registamos o beneficiário efetivo e entregamos a certidão permanente
O cliente
  • Confirma as opções de firma e a divisão do capital
  • Decide quem será gerente e aceita o que isso significa em responsabilidade
  • Mais nada — não precisa de estar em Portugal
4ArranqueSemanas 2 a 6
Nós
  • Tratamos do registo de IVA e das declarações certas nas Finanças e, se houver pessoal, na Segurança Social
  • Instalamos software de faturação certificado e o ficheiro SAF-T, para a primeira fatura ser legal
  • Preparamos o dossiê bancário e apresentamo-lo — sem receber um cêntimo do banco
O cliente
  • Comparece na reunião do banco, presencial ou por vídeo, conforme o banco exigir
  • Comprova a origem dos fundos — a causa mais frequente de recusa
  • Avisa-nos antes de contratar, não depois
5OperaçãoContínuo
Nós
  • Tratamos da contabilidade, do IVA, da Modelo 22 e da IES, e avisamos antes de cada prazo
  • Alertamos quando uma mudança no negócio altera a sua posição fiscal
  • Damos um número atendido por quem conhece o seu processo
O cliente
  • Envia documentos mensalmente, não numa caixa em maio
  • Conta-nos de novos mercados, pessoas ou contratos à medida que acontecem
  • Pergunta quando algo não está claro — essa pergunta está incluída no honorário
Dinheiro

Há três formas de cobrar. Usamos uma

A forma como um profissional é pago determina o que ele recomenda. Não é cinismo, é como funcionam os incentivos, e vale a pena perceber isto antes de contratar seja quem for — nós incluídos.

O que usamos

Honorário fixo contra âmbito escrito

O valor é acordado antes de começar e não se mexe enquanto o âmbito não se mexer. Se subestimarmos o trabalho, o problema é nosso e não da sua fatura. Pode comparar o nosso orçamento com o de outra sociedade em pé de igualdade, porque ambos são um número único para trabalho definido.

O incentivo que cria: acabar bem e acabar cedo.
Raramente, e só aqui

Taxa horária

Só indicamos taxa horária onde é impossível orçamentar com honestidade à partida: um litígio em curso, uma inspeção cuja forma ninguém conhece ainda. Mesmo aí fixamos um teto e perguntamos antes de o ultrapassar. Em tudo o resto, cobrar à hora entrega-lhe o risco da nossa ineficiência.

O incentivo que cria: cada hora gasta é uma hora ganha.
Nunca

Percentagem da poupança fiscal

O êxito fiscal pago à percentagem é prática comum e recusamo-la. Premeia posições agressivas em vez de sustentáveis, porque o consultor é pago sobre a poupança mas não partilha a exposição quando ela é contestada quatro anos depois. Estaria a comprar o nosso apetite pelo risco, não o nosso juízo.

O incentivo que cria: forçar, e deixar o cliente com a inspeção.

Estas são as taxas públicas, não o nosso honorário. Aparecem em linha separada com o recibo anexo. Se uma sociedade lhe apresentar um número único e não discriminar o que o Estado cobra, não consegue saber quanto lhe está a pagar a ela — e normalmente é esse o objetivo.

Âmbito

O que o honorário fixo inclui — e o que honestamente não inclui

É na vaguidade aqui que começam quase todos os litígios. Por isso escrevemos as duas colunas.

Incluído, sem fatura extra
  • Qualquer pergunta sobre trabalho dentro do âmbito acordado, por e-mail ou telefone
  • Refazer o que estiver mal por erro ou omissão nossa
  • Correspondência com Finanças, Segurança Social e conservatória sobre matérias que tratámos
  • Avisar de um prazo antes de ele chegar, sempre
  • Uma segunda opinião sobre uma estrutura que propusemos, se a quiser testar
Orçamentado à parte, sempre antes
  • Nova entidade, nova jurisdição ou sócio acrescentado depois da análise
  • Recuperar contabilidade anterior ao momento em que assumimos o processo
  • Representação em inspeção tributária ou em tribunal
  • Traduções certificadas e atos notariais praticados por terceiros
  • Trabalho gerado por uma decisão tomada contra a nossa recomendação escrita
Pessoas

Quem faz o trabalho e o que pode assinar

Em Portugal parte disto não é questão de preferência. As contas da empresa têm de ser preparadas e assinadas por um contabilista certificado inscrito na Ordem dos Contabilistas Certificados; uma declaração assinada por outra pessoa não é válida. Dizemos quem faz o quê, porque «a nossa equipa» não é uma resposta.

Interno
Consultoria societária e fiscal

Estrutura, residência, análise de estabelecimento estável, questões de convenções, a escolha entre continente, Madeira e Açores. É para isto que nos contratam, e é feito pela pessoa identificada na sua carta de compromisso.

Identificada na carta, com substituto
Interno
Contabilidade e declarações

Escrituração, declarações de IVA, SAF-T, Modelo 22 e IES, preparadas e assinadas por contabilista certificado. Assina a mesma pessoa todos os anos, por isso o processo tem continuidade e alguém se lembra porque é que uma decisão foi tomada em 2024.

Inscrito na OCC, exigido por lei
Parceiro
Marcas e propriedade industrial

As pesquisas e os pedidos no INPI e no EUIPO seguem através de um agente registado com quem trabalhamos há anos. Nós gerimos o processo e a estratégia; ele executa o pedido. Vê os dois custos em separado e nunca é faturado duas vezes pelo mesmo passo.

Custo mostrado à parte, sem margem
Encaminhado
Imigração, residência e vistos gold

Não é a nossa prática e não fingimos o contrário. Indicamos uma sociedade que trate disso como deve ser e não recebemos nada pela indicação. Quem alega cobrir societário, fiscal, imigração e imobiliário debaixo do mesmo teto costuma subcontratar três deles em silêncio.

Sem comissão, em nenhum sentido
Trabalhar em conjunto

Tempos de resposta, línguas e onde vive o seu processo

—
Respondemos dentro de um dia útil

A todas as mensagens, incluindo as que são apenas uma pergunta. Se a resposta exigir pesquisa, recebe uma confirmação com a data em que a terá, em vez de silêncio. Hora de Lisboa, que cruza o dia de trabalho em quase toda a Europa, no Golfo, no Brasil e na costa leste dos Estados Unidos.

Sempre
—
Português, inglês e russo

Falado e escrito, pelas mesmas pessoas. Os documentos para as autoridades portuguesas são preparados em português, seja qual for a língua que usamos consigo, e traduzimos o que precisa de compreender em vez de lhe entregar uma declaração numa língua que não lê.

As três
—
Os seus documentos são seus

Documentos societários, declarações e contas são entregues à medida que avançamos, não retidos como alavanca. Se um dia sair, sai com o processo completo e passamos a pasta ao consultor seguinte como deve ser. Uma sociedade que torna a saída dolorosa está a dizer-lhe algo sobre como retém clientes.

A pedido, a qualquer momento
—
As más notícias chegam cedo

Se um prazo está em risco, se um banco vai dizer que não, se a estrutura de que gosta não sobrevive a escrutínio — fica a saber enquanto há tempo de agir, não num resumo trimestral. É este hábito que separa um consultor útil de um consultor simpático.

Quando acontece
Limites

O que recusamos e porque dizê-lo faz parte do serviço

Uma sociedade que aceita tudo ou é muito grande ou não está a ler o trabalho. Não somos nenhuma das coisas, por isso aqui fica a fronteira.

Aceitamos
  • Um negócio a funcionar que precisa de uma entidade europeia a sério, com substância
  • Uma empresa portuguesa com contabilidade e declarações por reparar
  • Uma estrutura em que quer ver as contas em vez de ouvir afirmações
  • Um arranque europeu que tem de estar a faturar numa data concreta
  • Um plano que precisa de ser testado contra risco de estabelecimento estável que ninguém orçamentou
Recusamos
  • Gerentes ou sócios nominais para esconder quem controla de facto a empresa
  • Estruturas cujo único objetivo é uma taxa nominal mais baixa, sem nada por baixo
  • Empresas de prateleira vendidas como atalho a exigências de números fiscais
  • Qualquer montagem que dependa de uma autoridade portuguesa não reparar em algo
  • Clientes que querem um preço antes de alguém ter percebido a estrutura

O último ponto surpreende, por isso vale a pena explicar. Um orçamento dado antes de se perceber a estrutura é um palpite, e um palpite que sai curto transforma-se num adicional três semanas depois. Preferimos gastar um dia a perceber o caso e dar-lhe um número que vamos cumprir. Esse dia não lhe custa nada.

Perguntas

O que perguntam antes de assinar fosse o que fosse

Cobram à hora?

Não. Cada trabalho é orçamentado como honorário fixo contra um âmbito escrito, acordado antes de começar. A cobrança à hora passa para si o risco da nossa lentidão e cria-nos o incentivo de sermos lentos, o que é má base para uma relação longa. Só indicamos uma taxa horária onde é impossível orçamentar com honestidade à partida: acompanhamento de um litígio ou de uma inspeção.

E se o trabalho se revelar maior do que o orçamento?

Se o excesso vier de algo que devíamos ter detetado na análise inicial, assumimos nós. Se vier de algo novo do seu lado, um sócio acrescentado tarde ou uma licença que ninguém mencionou, avisamos antes de fazer e orçamentamos a diferença à parte. Nunca recebe uma fatura por trabalho que não aprovou.

Recebem comissões de bancos ou de outros fornecedores?

Não. Não aceitamos comissões de angariação nem partilha de receita de bancos, prestadores de pagamentos, contabilistas ou senhorios. O nosso único rendimento é o honorário que acorda connosco. Isto importa mais do que parece: um consultor pago por um banco encaminha-o para esse banco, sirva ou não ao seu negócio.

Quem trata efetivamente do meu processo?

Uma pessoa identificada pelo nome na carta de compromisso, com um substituto também identificado. As contas são preparadas e assinadas por um contabilista certificado inscrito na Ordem dos Contabilistas Certificados, porque a lei portuguesa o exige. Os pedidos de marca seguem através de agente registado. Não vai ser passado para um gestor diferente a cada trimestre.

As taxas públicas estão incluídas no orçamento?

Aparecem em linha separada, ao custo, com o recibo. Uma empresa constituída na Empresa na Hora custa €360 ao balcão e é isso que passamos. Não aplicamos margem a taxas do Estado e dizemos quando um passo é barato o suficiente para fazer sozinho.

Dizem-me se Portugal for a resposta errada?

Sim, e normalmente é a primeira coisa que dizemos quando é o caso. Portugal serve bem a um negócio com operações, pessoas e substância reais na Europa. Serve mal a uma estrutura cujo único objetivo é uma taxa nominal mais baixa. Preferimos perder o honorário a construir algo que cai na primeira inspeção.

Passo seguinte

Teste tudo isto com um e-mail

Envie a estrutura e veja o que volta: um âmbito, um honorário fixo, as taxas públicas ao custo e uma data que vamos cumprir. Se acharmos que Portugal não serve ao seu caso, é isso que a resposta dirá. De qualquer forma não custa nada e não o compromete a nada.