Mercado · Custo

Entrar custa €360. Não é esse o número que conta

Procure quanto custa entrar no mercado europeu através de Portugal e vai encontrar um valor confiante colado à rubrica mais barata de todo o exercício. Constituir custa mesmo €360 ao balcão. É também qualquer coisa como um por cento do que o primeiro ano custa a uma empresa que faça alguma coisa cá. Esta página separa os encargos que podemos citar dos que só o cliente pode indicar, e recusa-se a inventar o resto.

Taxas públicas citadas Os seus números ficam consigo Nada inventado
O que o Estado cobra mesmo
Empresa, ao balcãoEmpresa na Hora, no próprio dia€360
Empresa, onlineEmpresa Online, assinaturas digitais€220
Certidão permanenteUm ano de acesso€25
Capital social mínimoPor quota, não por empresa€1
Todo o resto nesta página ou é calculado a partir de uma taxa prevista na lei, ou é um valor que o próprio escreve.
O construtor

Três tipos de número, mantidos à vista em separado

Verde significa que podemos apontar para a lei ou para a tabela oficial. Terracota significa que é um valor seu e que não nos compete adivinhá-lo. O resto é aritmética sobre uma taxa publicada.

Online é mais barato mas exige assinaturas digitais que toda a gente consiga mesmo usar. Para sócios não residentes é muitas vezes a metade mais difícil.
Classes adicionais custam €37,69 cada no INPI; no EUIPO a segunda é €50 e cada seguinte €150.
Trabalhadores reais com contrato português. Prestadores de serviços e o seu próprio tempo são outra questão.
Bruto, por mês. O construtor aplica catorze pagamentos e Segurança Social patronal a 23,75%.
Deixámos a zero de propósito. Ponha o valor fixo que lhe foi mesmo apresentado — se ninguém lhe apresentou um valor fixo, isso por si só é uma conclusão.
Definido pelo seu país e não por Portugal, e daqui genuinamente impossível de saber. Pergunte ao notário local e escreva a resposta.
Uma empresa portuguesa tem de ter contabilista certificado e tem de declarar, trabalhe ou não. O nosso trabalho começa em €180 por mês; mude para o que lhe tiverem proposto.

Taxas públicasCitadas das tabelas oficiais

ConstituiçãoCitadoPago ao Estado, uma vez
—
Certidão permanenteCitadoUm ano de acesso, renovado anualmente
—
Pedido de marcaCitadoINPI ou EUIPO, uma classe
—

Os seus valoresEstes não os adivinhamos

HonoráriosSeuO que lhe apresentaram, como valor fixo
—
Documentos do seu paísSeuApostilas, tradução certificada, notário no estrangeiro
—

Todos os anosCalculado a partir de taxas da lei

Pessoal, tudo incluídoBruto × 14 pagamentos × 1,2375 de Segurança Social patronal
—
Contabilidade e declaraçõesObrigatórias trabalhe a empresa ou não
—
Primeiro ano, tudo incluído
—
—
Todos os anos seguintes
—
—
Exclui o IRC, que depende do lucro e não da entrada, e exclui instalações, seguros, software e viagens, que dependem do seu negócio e não de Portugal. Corre no seu navegador; nada é enviado para lado nenhum. Indicativo, não é aconselhamento.
A rubrica dominante

Porque é que o salário engole tudo o resto

Os custos de trabalho portugueses não são invulgares para padrões europeus. São invulgares face ao que as pessoas orçamentam, porque há duas características que apanham estrangeiros ao mesmo tempo.

Salário bruto mensal
Doze meses
Custo anual real
€1 200Perto de uma função administrativa de entrada
€14 400
€20 790
€2 000Um generalista qualificado
€24 000
€34 650
€2 500Experiente, numa área competitiva
€30 000
€43 313
€4 000Sénior ou especialista
€48 000
€69 300
As duas coisas que se esquecem
  • Catorze pagamentos, não doze. Os subsídios de férias e de Natal são meses adicionais de salário, não um prémio que se possa dispensar
  • Segurança Social patronal a 23,75% fica por cima do bruto, pelo que os 11% do próprio trabalhador não são o que está a pagar
  • Juntas, transformam um salário de €2 500 num custo de €43 313 — cerca de 1,44 vezes o valor a doze meses
O que isto significa na prática
  • Qualquer vantagem fiscal tem de bater o custo das pessoas que um regime obriga a empregar
  • Um regime que poupa €10 000 e exige uma contratação é um prejuízo, não uma poupança
  • Contratar uma pessoa bem bate contratar duas para cumprir quota, no custo e na defensabilidade
  • Modele o salário antes da taxa. A taxa é sempre o número mais pequeno
O que não lhe vamos dizer

Os números que deixámos em branco de propósito

É esta a parte que outras páginas de custos preenchem com intervalos confiantes. Eis porque não o fazemos.

Sem valor
Apostilas e traduções certificadas

Definidas inteiramente pelo país de onde vêm os seus documentos, e a dispersão entre jurisdições é suficientemente grande para que qualquer média que publicássemos estivesse errada para quase toda a gente. Um telefonema a um notário onde está dá-lhe um número real em dez minutos.

Pergunte localmente e escreva aqui
Sem valor
Escritório e coworking

Depende da cidade, de precisar de uma morada ou de um escritório a sério, e de assinar ou não por um ano. Lisboa e Porto não são intermutáveis, e o interior é outro mercado ainda. Estaríamos a inventar um número para parecer completos.

Depende da cidade e do que precisa
Só o princípio
Honorários, incluindo os nossos

Orçamentamos valor fixo contra âmbito escrito, o que significa que o número depende do âmbito e não de uma tabela publicada. O que dizemos é que qualquer orçamento deve chegar como um número único para um trabalho definido, com os encargos do Estado listados em separado ao custo.

Valor fixo, apresentado antes de começar
Calculado
IRC

Deixado de fora do construtor de propósito, porque é função do lucro e não da entrada. A 19% no continente, ou 13,3% na Madeira e nos Açores, só existe depois de estar a ganhar dinheiro — que é um problema diferente e bastante melhor do que o custo de chegar cá.

19% continente, 13,3% regiões autónomas
A rubrica silenciosa

Quanto custa uma entidade que não faz absolutamente nada

A surpresa desagradável mais comum não é o custo de começar. É descobrir que parar também não é grátis.

1
A contabilidade não se torna opcional

Uma empresa portuguesa tem de ter contabilista certificado e tem de declarar, trabalhe ou não. As declarações de IVA, o ficheiro SAF-T, a Modelo 22 em maio e a IES em julho continuam a vencer-se numa empresa sem receita. As declarações são menores; a obrigação é idêntica.

Mensalmente
2
A certidão e o registo continuam a correr

A certidão permanente renova anualmente por €25. O registo tem de refletir a realidade, pelo que mudar de gerente ou de morada é um ato registal e não um e-mail. Nada disto é caro; tudo isto é um custo permanente numa entidade em que talvez já nem pense.

Anualmente
3
As coimas acumulam no silêncio

Uma declaração em falta não é uma obrigação adormecida, é uma obrigação a crescer, e o gerente está pessoalmente ligado à empresa enquanto ela existir. Uma entidade abandonada em vez de encerrada é a forma mais cara de sair de Portugal.

Continuamente
4
Encerrar em condições custa dinheiro uma vez

A dissolução e a liquidação têm processo próprio e custo próprio, e esse custo é quase sempre inferior a dois anos de declarações numa empresa que ninguém usa. Se o plano mudou, encerre de propósito em vez de deixar andar.

Uma vez, barato
Fontes

De onde vêm os números citados

Perguntas

O que perguntam quando o total deixa de ser €360

Quanto custa constituir uma empresa em Portugal?

A taxa pública é de €360 na Empresa na Hora, ao balcão e no próprio dia, ou €220 online na Empresa Online com assinaturas digitais. O capital social mínimo é de um euro por quota. Acrescente €25 por um ano de acesso à certidão permanente. São estes os encargos do Estado; os honorários são à parte e devem ser-lhe apresentados como valor fixo antes de alguém começar.

Porque é que ninguém me dá um total?

Porque um total honesto depende de coisas que só o cliente sabe: se os sócios estão fora de Portugal e precisam de documentos apostilados, se vai contratar e quanto cobra o seu consultor. Quem publica um valor único «tudo incluído» ou adivinhou ou excluiu discretamente a maior rubrica. O construtor desta página calcula as taxas públicas com exatidão e pede-lhe o resto.

Qual é a maior rubrica de custo?

As pessoas, com enorme vantagem. Um trabalhador com salário bruto de €2 500 por mês custa cerca de €43 300 por ano depois de contar catorze pagamentos e Segurança Social patronal a 23,75%. Face a isso, uma constituição de €360 e uma certidão de €25 são erros de arredondamento.

Quanto custa uma entidade que não faz nada?

Tem na mesma um mínimo. Uma empresa portuguesa tem de ter contabilista certificado e tem de declarar, trabalhe ou não: declarações de IVA, ficheiro SAF-T, Modelo 22 em maio e IES em julho. A nossa contabilidade começa em €180 por mês. Uma empresa parada é mais barata do que uma ativa, mas nunca é gratuita, e continua a custar até ser formalmente encerrada.

Vale a pena incluir uma marca no orçamento do primeiro ano?

Se vai lançar um nome que tenciona manter, sim, e é barato face a tudo o resto. Um pedido nacional no INPI custa €148,71 online com uma classe incluída, e €37,69 por cada classe adicional. Uma marca da UE no EUIPO, válida nos 27 Estados-Membros, custa €850 por uma classe, €50 pela segunda e €150 por cada classe seguinte.

Como sei se o vosso honorário é razoável?

Peça-o como valor fixo contra um âmbito escrito, com as taxas públicas listadas em separado ao custo e os recibos em anexo. Assim pode comparar duas sociedades em pé de igualdade. Se um orçamento junta os encargos do Estado num único valor e não os discrimina, não consegue saber quanto está a pagar pelo aconselhamento — e normalmente é esse o objetivo de os juntar.

Passo seguinte

Substitua os espaços em branco por números reais

Envie-nos a estrutura e preenchemos as duas colunas que esta página lhe deixa: o nosso honorário como valor fixo contra âmbito escrito, e um valor realista para os documentos que o seu próprio país lhe vai cobrar. As taxas públicas ficam ao custo, com os recibos.